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Cristina Fróes de Borja Reis§

Fernanda Graziella Cardoso¨

 

Resumo: Fundamentado numa retomada histórico-analítica, o presente trabalho pretende traçar um nexo explicativo entre as diferenças das trajetórias de desenvolvimento do Canadá, da Argentina e do Brasil. A análise possui duas contraposições fundamentais. Primeiramente, confrontando a Argentina e o Canadá, investiga-se porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas (sendo a Argentina uma colônia informal) -, mesmo partindo de condições aparentemente semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Em seguida, a análise estende-se para a comparação entre o Brasil e a Argentina, que, antagonicamente, partiram de condições estruturais diferentes, mas culminaram em uma trajetória de crescimento semelhante. Apesar das autoras se basearem na noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente através de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender o porquê das escolhas do modelo econômico de cada país. 

 Ler artigo completo: microsoft-word-outra-vez-a-crucialidade-dos-condicionantes-internos_sep085

Ricardo Summa

A macroeconomia do novo consenso (Blinder(1997)), pode ser representada por três equações: uma curva IS, uma regra de Taylor (função resposta do Banco Central via taxa de juros para colocar a inflação na meta) e uma curva de Phillips aceleracionista, como resume Lavoie et alli (2006).

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Por Fabián Amico

Entre as explicações da inflação, existe um amplo cardápio de opções. Na direita ortodoxa, invariavelmente, a inflação é explicada por “excesso de gasto” (usualmente público) ou por “transbordo salarial”, o que configura um quadro de inflação por “excesso de demanda”: se pretenderia consumir mais do que se tem produzido. Por fim aumentam os preços. No fundo do argumento sempre há um governo irresponsável e “populista” que aumenta o gasto e “adoça” a economia com o único e diabólico fim de ganhar as eleições e se perpetuar no poder. Continuar Lendo »

Fernanda Cardoso¨ª

A relação entre poupança e investimento é sem dúvida um assunto gerador de muitas controvérsias teóricas. O presente artigo busca apresentar sucintamente o que significa essa relação sob a ótica do princípio da demanda efetiva (PDE), recorrendo aos seus principais formuladores, Keynes e Kalecki. Em especial, como será demonstrado, a concepção de tais autores – bem como de seus estudiosos – contrasta radicalmente com a definição de cunho (neo)clássico sob a égide da Lei de Say, a partir da qual “toda oferta cria sua própria demanda” ou, nos termos desse artigo, “toda a poupança – oferta de recursos financeiros – se converte automaticamente em investimento – demanda por recursos financeiros”.

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 Franklin Serrano**

 

Texto apresentado na FUNDAP, São Paulo, 24/04/2008 e que será tema para discussão do Coletivo Crítica Econômica. Acesse também outros textos dos Seminários da FUNDAP. Continuar Lendo »

Cristina Fróes de Borja Reis©

Este artigo investiga as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico, com base em uma abordagem keynesiana e estruturalista. Na seção 1, apresenta-se a perspectiva teórica de desenvolvimento econômico e o papel do investimento público neste processo. Discutem-se, ainda, a importância do investimento em infra-estrutura, das políticas econômicas e das atividades das empresas estatais. Na seção 2, examina-se a relação entre o crescimento e o investimento público na economia brasileira dividindo-se o período em duas fases: de 1950 a 1979 e de 1980 a 2006. A divisão do tempo está de acordo com o tipo de atuação do Estado e de condução do investimento público, bem como das fontes de financiamento deste gasto, conforme se argumenta a seguir. A diferença mais latente é de que, no primeiro período, o Estado era altamente intervencionista e praticava políticas mais agressivas de sustentação da demanda interna principalmente via sua atividade empresarial, enquanto no segundo período os investimentos públicos recrudesceram e a política econômica enviesou-se progressivamente para uma direção menos comprometida com o fomento da demanda agregada. Finalmente, as conclusões sintetizam as contribuições mais importantes do texto.

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O Sistema de Metas Inflacionárias no Brasil, na sua operação, assemelha-se muito a uma âncora cambial. O manejo da taxa de câmbio através da taxa de juros é o mecanismo central do sistema. Mas, o êxito no atingimento do centro das metas inflacionárias por meio da apreciação cambial tem elevados custos. Demonstra-se que tal estratégia tem como resultado final o abandono de um processo de crescimento sustentável, justamente o oposto do que é afirmado no discurso oficial, em que a obtenção de taxas de inflação estritamente compatíveis com o centro das metas é, supostamente, pré-condição para o crescimento no longo prazo.

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