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Archive for the ‘Artigo Acadêmico’ Category

Cristina Fróes de Borja Reis

Roberta de Oliveira Guimarães

O objetivo deste artigo é aplicar o método de análise de Lopez (2000) para investigar a distribuição de renda no Brasil entre 2004 e 2006 a partir da estrutura de ocupação no mercado de trabalho. Através dos dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (PNAD) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram construídos para o Brasil os índices de concentração de renda propostos por Lopez – principal inovação do estudo em relação a outros trabalhos sobre distribuição de renda. A intenção é compreender como se dá a distribuição dos rendimentos do trabalho entre cada tipo de posição na ocupação (empregador, empregado com ou sem carteira assinada, trabalhador conta própria e doméstico) nos meios urbano e rural, em cada região do país e qual sua relação com a distribuição pessoal da renda. Conclui-se que o aumento do emprego formal, a redução do desemprego e a queda da relação entre os rendimentos dos capitalistas vis-à-vis os dos trabalhadores devem ter tido conexão direta com a melhoria na distribuição de renda no país.

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Gabriel Rached

 

O Banco Mundial, organismo multilateral criado em 1944 em decorrência dos acordos da Conferência de Bretton Woods, é produto de uma conjuntura internacional específica marcada pela ascensão dos Estados Unidos ao posto de potência hegemônica.

Constituído originalmente com o propósito de auxiliar nos processos de reconstrução e desenvolvimento dos países-membros por meio de políticas de financiamento, o Banco Mundial foi alterando, ao longo das décadas, tanto sua visão acerca do processo de desenvolvimento quanto sua forma de atuação no âmbito internacional. Estas mudanças expressam contextos internacionais específicos que resultam, em grande medida, das estratégias de gestão do sistema mundial por parte do hegemon em um ambiente internacional permeado pela rivalidade interestatal.

Com base nesta perspectiva, o objetivo geral deste artigo consiste em recuar no tempo para observar os antecedentes da criação do Banco Mundial e, com o auxílio do enfoque da Economia Política Internacional, compreender como essa dinâmica anterior à sua criação influenciou – e continua influenciando – o modo de atuação desse organismo na intermediação da relação entre a periferia latino-americana e o hegemon. 

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Cristina Fróes de Borja Reis§

Fernanda Graziella Cardoso¨

 

Resumo: Fundamentado numa retomada histórico-analítica, o presente trabalho pretende traçar um nexo explicativo entre as diferenças das trajetórias de desenvolvimento do Canadá, da Argentina e do Brasil. A análise possui duas contraposições fundamentais. Primeiramente, confrontando a Argentina e o Canadá, investiga-se porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas (sendo a Argentina uma colônia informal) -, mesmo partindo de condições aparentemente semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Em seguida, a análise estende-se para a comparação entre o Brasil e a Argentina, que, antagonicamente, partiram de condições estruturais diferentes, mas culminaram em uma trajetória de crescimento semelhante. Apesar das autoras se basearem na noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente através de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender o porquê das escolhas do modelo econômico de cada país. 

 Ler artigo completo: microsoft-word-outra-vez-a-crucialidade-dos-condicionantes-internos_sep085

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Fernanda Cardoso¨ª

A relação entre poupança e investimento é sem dúvida um assunto gerador de muitas controvérsias teóricas. O presente artigo busca apresentar sucintamente o que significa essa relação sob a ótica do princípio da demanda efetiva (PDE), recorrendo aos seus principais formuladores, Keynes e Kalecki. Em especial, como será demonstrado, a concepção de tais autores – bem como de seus estudiosos – contrasta radicalmente com a definição de cunho (neo)clássico sob a égide da Lei de Say, a partir da qual “toda oferta cria sua própria demanda” ou, nos termos desse artigo, “toda a poupança – oferta de recursos financeiros – se converte automaticamente em investimento – demanda por recursos financeiros”.

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Cristina Fróes de Borja Reis©

Este artigo investiga as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico, com base em uma abordagem keynesiana e estruturalista. Na seção 1, apresenta-se a perspectiva teórica de desenvolvimento econômico e o papel do investimento público neste processo. Discutem-se, ainda, a importância do investimento em infra-estrutura, das políticas econômicas e das atividades das empresas estatais. Na seção 2, examina-se a relação entre o crescimento e o investimento público na economia brasileira dividindo-se o período em duas fases: de 1950 a 1979 e de 1980 a 2006. A divisão do tempo está de acordo com o tipo de atuação do Estado e de condução do investimento público, bem como das fontes de financiamento deste gasto, conforme se argumenta a seguir. A diferença mais latente é de que, no primeiro período, o Estado era altamente intervencionista e praticava políticas mais agressivas de sustentação da demanda interna principalmente via sua atividade empresarial, enquanto no segundo período os investimentos públicos recrudesceram e a política econômica enviesou-se progressivamente para uma direção menos comprometida com o fomento da demanda agregada. Finalmente, as conclusões sintetizam as contribuições mais importantes do texto.

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Isabela Nogueira

“A tragédia do investimento é que ele causa crise porque é útil. Sem dúvida, muitas pessoas considerarão paradoxal essa teoria. Mas não é a teoria que é paradoxal, e sim seu objeto: a economia capitalista”. Michal Kalecki, Essays of Economic Fluctuations, 1939.

Não é à toa que o slogan marketeiro dos investimentos em infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prometia um crescimento “espetacular”. Há alguma relação de causalidade entre investimentos (públicos ou privados) e crescimento econômico que até mesmo governos marcados por taxas medíocres de expansão do PIB têm que admitir. O que vamos rever brevemente neste artigo é esta correlação entre investimento e nível de atividade na teoria do polonês Michel Kalecki, um dos formuladores, junto com Keynes, da macroeconomia da demanda efetiva. (mais…)

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                                    Fernanda Cardoso

A partir da sugestão de Chang (2004) de que os países desenvolvidos na verdade estariam chutando a escada” através da insistência para que os países em desenvolvimento adotem políticas e instituições distintas daquelas que um dia adotaram para se desenvolverem, o presente artigo reforça a idéia de que a “teoria da convergência” se configurou como um mito também por ação própria – deliberada ou não – dos próprios países desenvolvidos. Em outras palavras, a idéia de que necessariamente haverá convergência se forem adotadas as políticas e instituições consideradas imprescindíveis pelo establishment para a promoção do desenvolvimento econômico funciona como justificativa para a constante pressão que os países avançados realizam sobre os países em desenvolvimento para que se adequem aos “padrões mundiais”. Partindo então do fato de que na verdade o que tem se verificado como regra é a divergência entre os níveis de desenvolvimento econômico dos países já avançados e dos países ainda em desenvolvimento, propõe-se uma breve discussão da importância da adequação das políticas e instituições às especificidades de cada país para que a estratégia de desenvolvimento tenha possibilidades de ser bem sucedida. 

 

Artigo “O mito da convergência”

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