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Archive for the ‘Fernanda Cardoso’ Category

Breves considerações sobre a crise recente: seria resultado de um ‘momento Minsky’?

Fernanda Cardoso♦

Alguns analistas vêm se referindo aos acontecimentos recentes no mercado financeiro norte-americano, particularmente aqueles associados à crise imobiliária, como característicos de um ‘momento Minsky’ – ou seja, como resultado de um prolongado período de rápida aceleração da dívida no qual empréstimos do tipo hedge são substituídos por empréstimos do tipo especulativo e Ponzi, o “momento” ocorre quando os empréstimos se tornam mais restritivos, aumentando os riscos de contração econômica sistêmica e de depreciação de ativos de capital. Para outros – aos quais podem ser atribuídas ao menos a duas linhas de críticas distintas -, esta é uma avaliação exagerada, pois esses acontecimentos não demonstrariam que a instabilidade financeira é intrínseca à operação de um sistema financeiro avançado como o norte-americano. A seguir, são apresentados estes diversos pontos de vista prós e contra a atribuição de características tipicamente minskyanas à crise atual, destacando alguns argumentos que corroboram ou não essas perspectivas.

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Cristina Fróes de Borja Reis§

Fernanda Graziella Cardoso¨

 

Resumo: Fundamentado numa retomada histórico-analítica, o presente trabalho pretende traçar um nexo explicativo entre as diferenças das trajetórias de desenvolvimento do Canadá, da Argentina e do Brasil. A análise possui duas contraposições fundamentais. Primeiramente, confrontando a Argentina e o Canadá, investiga-se porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas (sendo a Argentina uma colônia informal) -, mesmo partindo de condições aparentemente semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Em seguida, a análise estende-se para a comparação entre o Brasil e a Argentina, que, antagonicamente, partiram de condições estruturais diferentes, mas culminaram em uma trajetória de crescimento semelhante. Apesar das autoras se basearem na noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente através de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender o porquê das escolhas do modelo econômico de cada país. 

 Ler artigo completo: microsoft-word-outra-vez-a-crucialidade-dos-condicionantes-internos_sep085

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Fernanda Cardoso¨ª

A relação entre poupança e investimento é sem dúvida um assunto gerador de muitas controvérsias teóricas. O presente artigo busca apresentar sucintamente o que significa essa relação sob a ótica do princípio da demanda efetiva (PDE), recorrendo aos seus principais formuladores, Keynes e Kalecki. Em especial, como será demonstrado, a concepção de tais autores – bem como de seus estudiosos – contrasta radicalmente com a definição de cunho (neo)clássico sob a égide da Lei de Say, a partir da qual “toda oferta cria sua própria demanda” ou, nos termos desse artigo, “toda a poupança – oferta de recursos financeiros – se converte automaticamente em investimento – demanda por recursos financeiros”.

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                                    Fernanda Cardoso

A partir da sugestão de Chang (2004) de que os países desenvolvidos na verdade estariam chutando a escada” através da insistência para que os países em desenvolvimento adotem políticas e instituições distintas daquelas que um dia adotaram para se desenvolverem, o presente artigo reforça a idéia de que a “teoria da convergência” se configurou como um mito também por ação própria – deliberada ou não – dos próprios países desenvolvidos. Em outras palavras, a idéia de que necessariamente haverá convergência se forem adotadas as políticas e instituições consideradas imprescindíveis pelo establishment para a promoção do desenvolvimento econômico funciona como justificativa para a constante pressão que os países avançados realizam sobre os países em desenvolvimento para que se adequem aos “padrões mundiais”. Partindo então do fato de que na verdade o que tem se verificado como regra é a divergência entre os níveis de desenvolvimento econômico dos países já avançados e dos países ainda em desenvolvimento, propõe-se uma breve discussão da importância da adequação das políticas e instituições às especificidades de cada país para que a estratégia de desenvolvimento tenha possibilidades de ser bem sucedida. 

 

Artigo “O mito da convergência”

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Cristina Reis e Fernanda Cardoso

Desde a década de noventa, as palavras “globalização” e “neoliberalismo” caíram em uso comum. Tornaram-se a explicação final de toda a sorte de acontecimentos nas esferas econômicas, políticas, empresariais e culturais. Muitos artigos, dissertações e livros discutem os movimentos globalizantes e suas implicações sob aspectos diversos. A maioria deles toma a globalização[1] por um fenômeno positivo, que em última instância poderia concretizar o sonho de Kant de que uma boa governança traria a paz perpétua e um mundo sem fronteiras entre os países, também presente nos versos de “Imagine” de Lennon.

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                                                                                     Cristina Reis

                                                                                           Fernanda Cardoso

Fundamentado numa retomada histórico-analítica da trajetória sócio-econômica da Austrália, do Canadá e da Argentina, o presente trabalho investiga porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas – mesmo partindo de condições aparentemente muito semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Apesar das autoras partirem da noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente a partir de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender porque determinadas estratégias foram adotadas.  

Artigo completo

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