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Archive for junho \27\UTC 2008

Frederico S. P. F. Valente*[1]

         Toda a argumentação contida nestas “breves notas” tem um caráter de “exercício” de reflexão, logo, sem o rigor e os formalismos necessários de uma exposição “científica”. A pergunta que inspira essa reflexão é a seguinte: temos hoje um novo padrão de desenvolvimento na economia brasileira ou trata-se ainda de um desenrolar infindo da crise do antigo modelo vigente até o início da década de 80? Em busca da aproximação a uma possível resposta, o objetivo será, em primeiro lugar, caracterizar o que se entende por “desenvolvimentismo” para, em seguida, apresentar uma interpretação para o que teria sido sua crise. O ponto em questão passa a ser se o caráter específico da crise do desenvolvimentismo proposto nesta argumentação teria sido superado. Para tanto, a tentativa aqui será a de estabelecer uma separação analítica entre a crise do desenvolvimentismo e a crise do desenvolvimento brasileiro.

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Cristina Fróes de Borja Reis

Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre 1950 e 2006, a partir de uma abordagem keynesiana e estruturalista. (mais…)

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Cristina Fróes de Borja Reis§

Fernanda Graziella Cardoso¨

 

Resumo: Fundamentado numa retomada histórico-analítica, o presente trabalho pretende traçar um nexo explicativo entre as diferenças das trajetórias de desenvolvimento do Canadá, da Argentina e do Brasil. A análise possui duas contraposições fundamentais. Primeiramente, confrontando a Argentina e o Canadá, investiga-se porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas (sendo a Argentina uma colônia informal) -, mesmo partindo de condições aparentemente semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Em seguida, a análise estende-se para a comparação entre o Brasil e a Argentina, que, antagonicamente, partiram de condições estruturais diferentes, mas culminaram em uma trajetória de crescimento semelhante. Apesar das autoras se basearem na noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente através de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender o porquê das escolhas do modelo econômico de cada país. 

 Ler artigo completo: microsoft-word-outra-vez-a-crucialidade-dos-condicionantes-internos_sep085

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Ricardo Summa

A macroeconomia do novo consenso (Blinder(1997)), pode ser representada por três equações: uma curva IS, uma regra de Taylor (função resposta do Banco Central via taxa de juros para colocar a inflação na meta) e uma curva de Phillips aceleracionista, como resume Lavoie et alli (2006).

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Por Fabián Amico

Entre as explicações da inflação, existe um amplo cardápio de opções. Na direita ortodoxa, invariavelmente, a inflação é explicada por “excesso de gasto” (usualmente público) ou por “transbordo salarial”, o que configura um quadro de inflação por “excesso de demanda”: se pretenderia consumir mais do que se tem produzido. Por fim aumentam os preços. No fundo do argumento sempre há um governo irresponsável e “populista” que aumenta o gasto e “adoça” a economia com o único e diabólico fim de ganhar as eleições e se perpetuar no poder. (mais…)

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Fernanda Cardoso¨ª

A relação entre poupança e investimento é sem dúvida um assunto gerador de muitas controvérsias teóricas. O presente artigo busca apresentar sucintamente o que significa essa relação sob a ótica do princípio da demanda efetiva (PDE), recorrendo aos seus principais formuladores, Keynes e Kalecki. Em especial, como será demonstrado, a concepção de tais autores – bem como de seus estudiosos – contrasta radicalmente com a definição de cunho (neo)clássico sob a égide da Lei de Say, a partir da qual “toda oferta cria sua própria demanda” ou, nos termos desse artigo, “toda a poupança – oferta de recursos financeiros – se converte automaticamente em investimento – demanda por recursos financeiros”.

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