Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Políticas de Desenvolvimento’ Category

Por Isabela Nogueira

O período que vivi na Finlândia, um dos bastiões do Estado de bem-estar social europeu, rendeu-me um punhado de reflexões a respeito de dignidade humana, acesso a bens públicos, aparato burocrático-estatal, pensamento crítico, e por aí vai. Meu referencial brasileiro sobre desenvolvimento econômico e justiça social eram permanentemente surpreendidos por uma formatação social que, por mais que a conhecesse teoricamente, saltava aos olhos e comovia o coração. Das manifestações estudantis para que estrangeiros não paguem taxas nas universidades públicas, passando pela importante uniformidade salarial, política de migração digna, auxílio-desemprego e acesso livre aos bens públicos (gratuitos ou quase), a sensação era de forte preocupação com a dignidade humana. Parece um Estado montado sob a lógica de servir quem ali mora, e não de se retro-alimentar para perpetuação de sua própria lógica interna.

(mais…)

Read Full Post »

Gabriel Rached

 

O Banco Mundial, organismo multilateral criado em 1944 em decorrência dos acordos da Conferência de Bretton Woods, é produto de uma conjuntura internacional específica marcada pela ascensão dos Estados Unidos ao posto de potência hegemônica.

Constituído originalmente com o propósito de auxiliar nos processos de reconstrução e desenvolvimento dos países-membros por meio de políticas de financiamento, o Banco Mundial foi alterando, ao longo das décadas, tanto sua visão acerca do processo de desenvolvimento quanto sua forma de atuação no âmbito internacional. Estas mudanças expressam contextos internacionais específicos que resultam, em grande medida, das estratégias de gestão do sistema mundial por parte do hegemon em um ambiente internacional permeado pela rivalidade interestatal.

Com base nesta perspectiva, o objetivo geral deste artigo consiste em recuar no tempo para observar os antecedentes da criação do Banco Mundial e, com o auxílio do enfoque da Economia Política Internacional, compreender como essa dinâmica anterior à sua criação influenciou – e continua influenciando – o modo de atuação desse organismo na intermediação da relação entre a periferia latino-americana e o hegemon. 

 Ler texto completo.

 

Read Full Post »

Frederico S. P. F. Valente*[1]

         Toda a argumentação contida nestas “breves notas” tem um caráter de “exercício” de reflexão, logo, sem o rigor e os formalismos necessários de uma exposição “científica”. A pergunta que inspira essa reflexão é a seguinte: temos hoje um novo padrão de desenvolvimento na economia brasileira ou trata-se ainda de um desenrolar infindo da crise do antigo modelo vigente até o início da década de 80? Em busca da aproximação a uma possível resposta, o objetivo será, em primeiro lugar, caracterizar o que se entende por “desenvolvimentismo” para, em seguida, apresentar uma interpretação para o que teria sido sua crise. O ponto em questão passa a ser se o caráter específico da crise do desenvolvimentismo proposto nesta argumentação teria sido superado. Para tanto, a tentativa aqui será a de estabelecer uma separação analítica entre a crise do desenvolvimentismo e a crise do desenvolvimento brasileiro.

  (mais…)

Read Full Post »

Cristina Fróes de Borja Reis

Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre 1950 e 2006, a partir de uma abordagem keynesiana e estruturalista. (mais…)

Read Full Post »

Cristina Fróes de Borja Reis§

Fernanda Graziella Cardoso¨

 

Resumo: Fundamentado numa retomada histórico-analítica, o presente trabalho pretende traçar um nexo explicativo entre as diferenças das trajetórias de desenvolvimento do Canadá, da Argentina e do Brasil. A análise possui duas contraposições fundamentais. Primeiramente, confrontando a Argentina e o Canadá, investiga-se porque tais países – que possuíam em comum o fato de serem colônias temperadas inglesas (sendo a Argentina uma colônia informal) -, mesmo partindo de condições aparentemente semelhantes, atingiram resultados econômicos e sociais tão distintos. Em seguida, a análise estende-se para a comparação entre o Brasil e a Argentina, que, antagonicamente, partiram de condições estruturais diferentes, mas culminaram em uma trajetória de crescimento semelhante. Apesar das autoras se basearem na noção das relações de poder características do Sistema Mundial naquele período, atribuem papel crucial aos condicionantes internos para a escolha da estratégia de crescimento e desenvolvimento econômicos e defendem que somente através de uma combinação analítica dos fatores externos e internos, bem como de suas interações, é possível entender o porquê das escolhas do modelo econômico de cada país. 

 Ler artigo completo: microsoft-word-outra-vez-a-crucialidade-dos-condicionantes-internos_sep085

Read Full Post »

 Franklin Serrano**

 

Texto apresentado na FUNDAP, São Paulo, 24/04/2008 e que será tema para discussão do Coletivo Crítica Econômica. Acesse também outros textos dos Seminários da FUNDAP. (mais…)

Read Full Post »

Cristina Fróes de Borja Reis©

Este artigo investiga as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico, com base em uma abordagem keynesiana e estruturalista. Na seção 1, apresenta-se a perspectiva teórica de desenvolvimento econômico e o papel do investimento público neste processo. Discutem-se, ainda, a importância do investimento em infra-estrutura, das políticas econômicas e das atividades das empresas estatais. Na seção 2, examina-se a relação entre o crescimento e o investimento público na economia brasileira dividindo-se o período em duas fases: de 1950 a 1979 e de 1980 a 2006. A divisão do tempo está de acordo com o tipo de atuação do Estado e de condução do investimento público, bem como das fontes de financiamento deste gasto, conforme se argumenta a seguir. A diferença mais latente é de que, no primeiro período, o Estado era altamente intervencionista e praticava políticas mais agressivas de sustentação da demanda interna principalmente via sua atividade empresarial, enquanto no segundo período os investimentos públicos recrudesceram e a política econômica enviesou-se progressivamente para uma direção menos comprometida com o fomento da demanda agregada. Finalmente, as conclusões sintetizam as contribuições mais importantes do texto.

(mais…)

Read Full Post »

                                    Fernanda Cardoso

A partir da sugestão de Chang (2004) de que os países desenvolvidos na verdade estariam chutando a escada” através da insistência para que os países em desenvolvimento adotem políticas e instituições distintas daquelas que um dia adotaram para se desenvolverem, o presente artigo reforça a idéia de que a “teoria da convergência” se configurou como um mito também por ação própria – deliberada ou não – dos próprios países desenvolvidos. Em outras palavras, a idéia de que necessariamente haverá convergência se forem adotadas as políticas e instituições consideradas imprescindíveis pelo establishment para a promoção do desenvolvimento econômico funciona como justificativa para a constante pressão que os países avançados realizam sobre os países em desenvolvimento para que se adequem aos “padrões mundiais”. Partindo então do fato de que na verdade o que tem se verificado como regra é a divergência entre os níveis de desenvolvimento econômico dos países já avançados e dos países ainda em desenvolvimento, propõe-se uma breve discussão da importância da adequação das políticas e instituições às especificidades de cada país para que a estratégia de desenvolvimento tenha possibilidades de ser bem sucedida. 

 

Artigo “O mito da convergência”

Read Full Post »

Cristina Reis e Fernanda Cardoso

Desde a década de noventa, as palavras “globalização” e “neoliberalismo” caíram em uso comum. Tornaram-se a explicação final de toda a sorte de acontecimentos nas esferas econômicas, políticas, empresariais e culturais. Muitos artigos, dissertações e livros discutem os movimentos globalizantes e suas implicações sob aspectos diversos. A maioria deles toma a globalização[1] por um fenômeno positivo, que em última instância poderia concretizar o sonho de Kant de que uma boa governança traria a paz perpétua e um mundo sem fronteiras entre os países, também presente nos versos de “Imagine” de Lennon.

(mais…)

Read Full Post »

                                                                                       Cristina Reis

As transformações que ocorreram nas instituições e mercados financeiros nos últimos trinta anos configuraram um sistema financeiro que corresponde aos interesses tanto do governo quanto da elite financista dos Estados Unidos. Mais especificamente, a securitização surgiu durante a crise do sistema bancário e recessão financeira mundial (aumento dos juros dos Estados Unidos em 1979, moratória do México em 1982 etc.) como uma solução contra a incerteza crescente nos mercados. O presente artigo apresenta as principais instituições do sistema financeiro atual e as razões históricas, políticas e econômicas que acarretaram no processo de inovações financeiras, relacionando-o aos interesses do governo e da elite financeira dos Estados Unidos.

Artigo Completo

Read Full Post »

Older Posts »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.